Papa abençoa monumento ao migrante na Praça São Pedro

Papa abençoa monumento ao migrante na Praça São Pedro

29 de setembro de 2019 0 Por VATICAN NEWS

Ao final da Missa, do adro da Praça São Pedro, o Papa reiterou o significado da Eucaristia celebrada por ocasião do 105º Dia Mundial dos Migrantes, ou seja, renovar não apenas a proximidade, mas também a atenção concreta da Igreja às diferentes categorias de pessoas vulneráveis.

Em união com os fiéis de todas as dioceses do mundo, celebramos o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, para reafirmar a necessidade de que ninguém seja excluído da sociedade, seja um cidadão residente de longa data ou alguém recém-chegado.

Não esqueça a hospitalidade

Para enfatizar esse compromisso, depois do recitar o Angelus e passar entre os fiéis de papamóvel, o Santo Padre abençoou uma escultura intitulada “Angels Unwares“, criada pelo artista canadense Timothy Schmalz, graças à sugestão do padre Michael Czerny, subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que será criado cardeal no Consistório de 5 de outubro.

O tema desta obra faz referência à Carta aos Hebreus, que diz: “Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.” (Heb 13,2)E Francisco explica o porquê de seu desejo de que a obra fosse exposta na Praça São Pedro:

Esta escultura, em bronze e argila, retrata um grupo de migrantes de várias culturas e diferentes períodos históricos. Eu desejei essa obra artística aqui na Praça São Pedro, para que recorde a todos o desafio evangélico da acolhida.”

Angels Unwares

O enorme pano que encobria a estátua foi removido com a chegada do Papa por uma família migrada da República dos Camarões, a quem o Papa abraçou e saudou. O Pontífice então se aproximou da obra colocada ao lado da Colunata de Bernini e visível a todos,  a toca e a abençoa. O artista canadense estava presente e explicou ao Papa, entre outras coisas, que trabalhou um ano inteiro para realizá-la.

“Angels Unwares”, realizada em tamanho natural, retrata um grupo de migrantes e refugiados, provenientes de diferentes contextos culturais e raciais e também de diferentes períodos históricos. Eles estão colocados lado a lado, ombro a ombro, em pé sobre uma espécie de balsa, com os rostos marcados pelo drama da fuga, do perigo e do futuro incerto. Em meio a esta multidão heterogênea de pessoas,  se sobressaem as asas de um anjo, como que sugerindo uma presença sagrada e protetora entre eles.